DISQUS

Alcides Fonseca bliki: Alcides Fonseca: Devolver o dinheiro aos donos

  • Carlos Andrade · 7 months ago
    E no entanto, esse cavalheiro dá aulas na faculdade de Economia/Finanças. Como, não faço ideia.
  • ricardo martins · 7 months ago
    ele não só dá aulas...

    como foi recentemente promovido a catedrático!! :O

    e dá aulas no ISEG que julgo ser uma das escolas de economia gestão mais conservadoras de portugal (a credibilidade da escola é indiscutivel)

    http://www.iseg.utl.pt/docentes/docentes.php?qu...

    http://ultimahora.publico.clix.pt/noticia.aspx?...


    RM
  • Paulo Köch · 7 months ago
    O BPP comprou um Bag of Holding (http://en.wikipedia.org/wiki/Bag_of_holding) e tem todo o dinheiro lá. Só um verdadeiro economista conseguiria detectar tais situações.

    São opiniões como estas que fazem o nosso país ander para a fre... Não. Esqueçam lá isso. =P
  • Marco Batista · 7 months ago
    oh alcides, que tal meteres como acaba a frase.

    "(...) para que estes decidam se os resgatam, mesmo sabendo do prejuízo causado pela sua desvalorização actual, ou se os entregam a um novo fundo de investimento a ser gerido por outro banco, na expectativa de recuperação de valor a prazo"

    Aquela parte da desvalorização é muito importante.


    Só para que se saiba, n sou bloquista.
  • alcides · 7 months ago
    Marco, mas eu estou a contar com a desvalorização. Tal como está a desvalorizar noutros bancos e nem assim conseguem dar o dinheiro todo aos clientes!

    A desvalorização do dinheiro, não afecta em nada a impossibilidade do banco não ter todo o dinheiro que os clientes pensam que tem! É assim que eles funcionam!
  • paula · 7 months ago
    Eu não percebo qual é o problema (sinceramente). As pessoas investiram num banco. Qualquer pessoa sabe que um investimento comporta riscos. Investiram, correu mal, azar. Problema deles. Investissem noutro ou noutra coisa.
    Porque é que se alguém faz um investimento que corre mal, tem de lá ter o papá-Estado para pagar o prejuízo?
  • Mind Booster Noori · 7 months ago
    Das duas uma: ou os títulos existem (e valem quase nada - azar), ou não existem - o que é crime - e nesse caso cabeças devem rolar.

    Alcides: aconselho-te a ires ler outra vez o artigo...
  • alcides · 7 months ago
    Paula, concordo contigo em como as pessoas sabem os riscos que correm quando investem num banco, mas realmente a gestão do mesmo devia ser transparente.

    Mas numa onda socialista o estado tem pena de tanta gente que fica sem o seu dinheiro, e quer intervir. (Agora? Depois do mal estar feito?)

    Marcos, o problema é que nos bancos isso dos titulos são coisas virtuais. Eu meto lá dinheiro (seja numa conta normal, ou em aplicação) e muito provavelmente o dinheiro que lá ponho não vai ser usado nessas aplicações ao certo. E não sei até que ponto isto é crime ou não (Desconheço os contratos e detalhes dos planos).

    Mas quando uma empresa fecha, é usado o património da empresa para pagar as dívidas que forem possíveis (neste caso as dívidas são aos clientes, pelo menos nas aplicações de retorno garantido). Acho que deve acontecer isso, tal como qualquer outra empresa, mas não devia ser preciso intervenção *especial* do estado.
  • Mind Booster Noori · 7 months ago
    Então, Alcides, não vejo onde é que não defendes exactamente o mesmo que o Francisco Louçã defende. Talvez este artigo te esclareça melhor quanto à sua posição.

    Podes, paralamente, achar errado os 450 milhões com o aval do estado no ano passado (eu, pessoalmente, também acho). Mas isso *agora* é irrelevante - já foi feito e não pode ser desfeito. Relembro-te - para efeitos históricos - que já na altura também o Louçã foi contra a "operação de salvamento".

    Afinal, em que aspeto discordas tu do Louçã?
  • alcides · 7 months ago
    Não acho que o governo tenha de se meter nesse assunto. Deverão ser os mecanismos normais das finanças a tratar disso, ou então via clientes. (Louçã quer forçar isso agora).

    O principal que acho estranho é ele querer que os clientes que tenham aplicações, as recebam, mesmo que desvalorizadas. A forma como os bancos funcionam não é assim tão linear, porque eles fazem uso de uma bolsa comum para investimentos, e apesar de existir alguma distinção entre as várias aplicações, não é possível atribuir um dono a um certo investimento.

    Para não dizer que N investimentos devem ter desvalorizado 100% (ou mais, levando o banco a dívidas) e aí como serão distribuídos os títulos? As coisas não são tão simples como é mencionado no artigo.

    Discordo também com "O deputado bloquista defende a integração do BPN na Caixa Geral de Depósitos, com o fim da marca BPN.", a CGD é que sabe se há de comprar o BPN ou não. Não gosto nada que o estado se meta nestes negócios.
  • Mind Booster Noori · 7 months ago
    Eu também não acho que o Governo se tinha de meter nesse assunto - mas meteu-se. Podes ler sobre as deliberações do ano passado aqui. Para todos os efeitos o Governo fez um "investimento" (argh, apesar de saber que ia perder), pelo que cabe ao governo liquidá-lo. Não estamos a falar de intervenção do governo a interferir com os "mecanismos normais das finanças" (isso já foi feito no ano passado), estamos agora a falar do "Governo enquanto cliente"...
  • Mind Booster Noori · 7 months ago
    Em suma: aquilo que o BE quer fazer agora é tentar "desfazer" a intervenção do ano passado - intervenção essa com a qual tu não concordas, mas que já foi feita de qualquer forma. Vês melhor forma de o fazer? Tens uma proposta melhor que a do BE?
  • Luís Miguel Silva · 7 months ago
    Paula, mas o problema não é mesmo o facto de terem feito investimentos com retorno seguro e terem perdido agora o dinheiro? :o)
  • paula · 7 months ago
    Luís, não vejo qual a diferença (pode ser ignorância minha nestas matérias). O Banco é uma instituição privada. As pessoas investiram lá. Pelo que podem ganhar ou perder dinheiro. Se o banco lhes disse ou garantiu que íam ganhar dinheiro e isso não aconteceu, continua a ser um problema entre o banco e os seus clientes. Se o banco mentiu ou não faz aquilo que garantiu fazer aos seus clientes, devem estes accionar os mecanismos legais para resolver a situação.
    Continuo a não ver porque há-de o Estado intervir nesta situação.
  • Rui Moura · 7 months ago
    Paula, os fundos, bem ou mal investidos, com ou sem autorização (muitos foram sem autorização, para que conste), desapareceram. Pufff ... Onde é que estão?

    E a proposta do Louçã não defende, de todo, a intervenção do estado nos assuntos do banco, nem que seja entregue às pessoas mais do que elas têm direito. As coisas correm mal, fecham as portas, e a vida continua ... Está certo :-)

    A citação que não foi ... citada:

    "Ao Estado não compete garantir as promessas infundadas de rentabilidade que o BPP fez no passado. Nem compete garantir os fundos que os clientes não receberam porque essa rentabilidade excepcional não se verificou", prosseguiu, adiantando que "ao Estado não compete qualquer obrigação quanto aos fundos de investimento para gestão de aplicações de fortunas privadas".

    "Mas ao Estado compete garantir que os títulos de cada fundo de investimento são entregues ao seu dono"